Unicorn Domination - Drala (2013)

segunda-feira, janeiro 26, 2015

01. Dripping
02. The Promoter (ft. Koyote Kyle)
03. Bath House
04. Perfinious
05. Neuronics
06. Creatures for Rest
07. Banshe
08. The Fuzz
09. Irridescence (ft. Greg Rodenburg)
10. Respectable Beard
11. Jinja






Impossibilidades. Absorver ou conhecer tudo o que desejaríamos. Num ano, numa vida. O tempo tem o dom de facínora nestas vicissitudes com o pé firme no acaso. Lançado já no final de 2013, ‘Drala’ é o segundo álbum dos Unicorn Domination que, até agora, me era totalmente desconhecido e me foi dado a conhecer pelo blogue Everything Is Chemical, fonte de partilha e inspirações várias.

A sonoridade deste trio remete para a electrónica de teor mais negro, com elementos de trip-hop, witch house, dark wave, vozes operáticas e ritmos pouco convencionais. O feitiço lembra, em parte, os fantasmas que habitam o magistral ‘Absense’ dos australianos Snowman.

O desconforto espreita a cada instante que descortinamos um passo de dança. Num momento estamos a deixar que o corpo leve a sua avante, noutro é a cabeça que toma as rédeas dos sentidos. Em certos casos, como na maravilhosa ‘Perfinious’, ambas as vertentes puxam por nós e ficamos confusos da melhor maneira. É um ambiente intenso, que tende a deixar-nos a sós com pensamentos e ideias do foro criativo.

Para este novo disco a banda convidou alguns vocalistas e artistas, mas ao contrário do que isso poderia pressupor, o som não ficou descaracterizado ou desequilibrado. A experiência agarra-nos do princípio ao fim, é coesa.

Tivesse eu tido contacto com ‘Drala’ mais cedo e este entraria sem rodeios para a lista de destaques de 2013. Assim, é um dos primeiros vícios pessoais de 2015. E para quem estiver interessado, podem ouvir ou descarregar o álbum, de forma gratuita, na ligação à página bandcamp que disponibilizo abaixo.

Site oficial: http://www.unicorndomination.com/
Facebook: https://www.facebook.com/unicorndomination
Bandcamp: http://unicorndomination1.bandcamp.com/album/drala



A rua dos unicórnios e dos girassóis

sábado, janeiro 24, 2015

A rua dos unicórnios e dos girassóis

Guardar [MP3, ZIP] Duração [16:20] Data: 24-01-2015

Playlist:
01. Jayne Amara Ross, Frédéric D. Oberland, Gaspar Claus - The Bed-Crows / Girasol
02. Elise Mélinand - Rue des Abbesses
03. Unicorn Domination - Perfinious
04. Diamat - Misunderstood Pt. 2


Hearts of Black Science: novo álbum a caminho

sexta-feira, janeiro 23, 2015



Após dois vídeos divulgados no ano passado, com excertos de várias músicas que serviam de aperitivo para o que se avizinhava, os suecos Hearts of Black Science, que já apareceram algumas vezes neste blogue, confirmaram no dia 1 deste mês que haviam terminado as gravações de um novo álbum. E agora, divulgaram o vídeo oficial para o tema 'Wolves at the Border', motivo que nos trouxe aqui.

Mais do que a própria música em si, que conta com a colaboração de Heike Langhans, vocalista da banda Draconian, o que me encantou foi mesmo o ambiente visual. Desolador, com pontes cobertas por nevoeiro, paisagens pintadas de neve e nenhuns sinais de vida humana. A sonoridade continua a percorrer os trilhos da pop/rock alternativa, com um esqueleto assente em vértebras de sintetizadores e guitarras que ora são épicas, ora dramáticas como se pode ouvir no começo desta faixa.

EGON: A dança da vida de Egon Schiele

sexta-feira, janeiro 02, 2015



Realizado entre 2012 e 2013, EGON é um filme de dança contemporânea holandês que tem como ponto de partida a vida e obra do pintor austríaco Egon Schiele. Nesta interpretação singular, observamos os últimos dias deste artista ligado ao movimento expressionista, permeados de sonhos e de um estado febril que o atormentam.

Quem estiver dentro do contexto irá reconhecer alguns dos quadros de Schiele e a presença da sua mulher Edith, mas o filme consegue deslumbrar o expectador mais incauto. Explora-se o limite entre a beleza e o erotismo, a decadência e a perversão, a morte. Os movimentos de dança operam entre o gracioso e o teatral, são simbólicos, como que nos hipnotizam e fascinam. Devido ao conteúdo da obra deste artista, que explora inúmeras vezes o nu e o corpo, não se recomenda que vejam este filme no trabalho ou se forem susceptíveis de ficarem incomodados com o teor do que é representado.